16 de maio de 2011

Tarde demais .

E foi no entanto que o silêncio se rompeu por um riso de ironia .
Foi ai que ainda consegui ver o cobarde que eras e que nunca deixas-te de ser .
Por breves instantes ainda pensei que tivesses mudado e crescido mas , como ?
Enganei-me e cai redondamente no mesmo buraco ..
As folhas da nossa história esgotaram-se !
A tinta da caneta também , e , agora não era possível acrescentar nem mais um ponto de final .
Aquele que nem tu nem eu fomos capazes de dar , aquele do qual sempre tivemos medo e contudo , acabou por se desenhar sozinho .
Deixámos de fazer sentido ..
Tudo se foi e a tão pura verdade que nunca consegui aceitar , era sentir uma parte de rejeição do teu coração .
O tão irónicos que fomos , um com o outro , serviu para ter receio de olhar para a tua cara . Serviu para queimar os últimos restos que tinha de ti ..
Serviu para tanto que deixei de me importar contigo , acabas-te por sair pelo teu próprio pé . E eu , permaneci no meu mundo , onde devias ter permanecido também !
Mas não , preferis-te largar-me a mão e deixar-me neste chão gelado . Demasiado gelado até ..
Fechas-te a porta com toda a tua força , e eu , passado muito tempo de esperar que ela abrisse , resolvi fechá-la á chave para que um dia se quisesses voltar , fosse tarde demais .

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